EUA VÃO CLASSIFICAR PCC E COMANDO VERMELHO COMO ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS
Medida anunciada pela Casa Branca entra em vigor em 5 de junho e aumenta a pressão internacional contra as facções criminosas brasileiras.
EUA ANUNCIAM CLASSIFICAÇÃO DO PCC E COMANDO VERMELHO COMO ORGANIZAÇÕES TERRORISTAS
O Departamento de Estado dos Estados Unidos anunciou nesta quinta-feira (28) a classificação das facções brasileiras Primeiro Comando da Capital (PCC) e Comando Vermelho (CV) como “Terroristas Globais Especialmente Designados”. A medida foi confirmada oficialmente pela Casa Branca e deverá entrar em vigor a partir do dia 5 de junho.
Em comunicado assinado pelo secretário de Estado Marco Rubio, o governo americano afirmou que PCC e CV estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”, sendo responsáveis por ataques contra policiais, autoridades públicas e civis.
Segundo o texto oficial divulgado pelos Estados Unidos, as facções comandam milhares de integrantes e possuem atuação que ultrapassa as fronteiras brasileiras, alcançando outros países da América Latina e até território norte-americano.
“O CV e o PCC são duas das organizações criminosas mais violentas do Brasil. Juntos, comandam milhares de membros e orquestraram ataques brutais contra policiais, autoridades públicas e civis brasileiros”, destaca o comunicado.
O governo do presidente Donald Trump afirmou ainda que utilizará todas as ferramentas disponíveis para impedir o avanço do tráfico de drogas e interromper o financiamento de grupos classificados como “narcoterroristas violentos”.
A decisão acontece poucos dias após o senador Flávio Bolsonaro afirmar que pediu diretamente ao presidente Trump que classificasse as duas facções brasileiras como organizações terroristas. Segundo o parlamentar, o pedido teria sido discutido durante encontro realizado na Casa Branca.
Por outro lado, o governo brasileiro mantém posição contrária à classificação. Técnicos do Ministério da Justiça e Segurança Pública argumentam que PCC e Comando Vermelho não se enquadram na legislação antiterrorismo brasileira, já que suas atividades têm objetivo financeiro ligado ao tráfico de drogas e armas, sem motivações ideológicas, religiosas ou de ódio.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também teria apresentado argumentos contrários à medida durante reunião com autoridades americanas no início do mês, embora tenha afirmado posteriormente que o tema não foi discutido diretamente no encontro.
A classificação americana poderá gerar impactos diplomáticos, financeiros e em operações internacionais de combate ao crime organizado, além de ampliar sanções e mecanismos de cooperação entre os Estados Unidos e outros países.
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Créditos: Portal CNN Brasil — informações de Danilo Moliterno, Duda Cambraia, Jussara Soares e Vinícius Murad.
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